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A letra M
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Mãe em português. Mother em inglês. Mere em francês. Madre em espanhol. Mamma em italiano. Muther em alemão. Mam em galês. Ima em Hebraico. Mat em russo. Eme em mongol. Maraque na língua dos índios crow nos Estados Unidos. Não é curioso notar que a mesma letra “M” esteja na palavra, que em diferentes idiomas designa aquela que nos trouxe à vida? Isto tem uma explicação! É que o “M” é uma consoante labial, assim como o “P” de pai. Os lábios são a primeira parte do corpo que o bebê usa no ato da amamentação. Aliás, é evidente a semelhança entre as palavras mamãe e mamar. E também é interessante que a mãe de Jesus se chamava Maria, que em hebraico é Miriam – com um “M” no começo e outro no fim. E a letra “M” só poderia estar na palavra amor, afinal, mãe é amor em essência. Mas o “M” também está na palavra matar. O que dizer desta mãe que eliminou oito filhos seus? "Eu os deixei morrer intencionalmente. Deixei os bebês de lado e não cuidei deles", confessou uma mulher de 40 anos na Alemanha. Conforme o processo em andamento, a acusada deu à luz os oito bebês sem ajuda de ninguém enquanto estava bêbada, com a intenção de matá-los imediatamente após o parto. Enrolou os recém-nascidos em um pano e deixou que minguassem de fome. No ano passado os corpos foram encontrados em vasos de flores e na geladeira da casa desta mulher, chocando o mundo. É claro que esta mãe tem o “M” de maníaca, assim como aquela filha Suzane von Richthofen. Mas é preciso dar atenção para tais tragédias quando estão aí com certa freqüência. Não será o cumprimento das palavras de Jesus (Mateus 24.12), de que a maldade vai se espalhar de tal maneira, que o amor de muitos esfriará? De que pais entregarão os filhos e filhos ficarão contra os pais e os matarão (Mateus 10.21)? Pois onde começa o amor de mãe? Não é no ventre? Então o que dizer do aborto, tão reivindicado por esta sociedade hedonista? E onde termina o amor de mãe? Quando um filho nasce sem cérebro? Pois se o “M” lembra que a mão que embala o berço é mesma que governa o mundo, não está aí a causa deste planeta monstruoso, maldito, mentiroso? De filhos esquecidos nos carros devido à pressa, os compromissos, à vida agitada? De crianças sozinhas na praça (disto sou testemunha) por que a mãe foi na casa de Bingo? De filhos mal-educados pela televisão e internet? De mães terceirizadas? Não estamos num “mundo sem mãos” igual àquele condenado por Deus que disse: - Jerusalém, os outros usarão este provérbio a respeito de você: “tal mãe, tal filha”? No entanto, se o “M” da maldade vem da mãe e do pai, porque em pecado fomos concebidos (Salmo 51.5), aleluia, existe o “M” da misericórdia divina. Uma certeza no coração de Davi que orou: Por causa do teu amor, ó Deus, tem misericórdia de mim (Salmo 51.1). Afinal, existe um Deus que sussurra docemente em nossos ouvidos: Como a mãe consola o filho, eu também consolarei vocês (Isaías 66.13). Um Deus-mãe que mandou o seu filho para salvar o mundo e não para julgá-lo (João 3.17). No final, tem o “M” de mandamento, aquele lembrado pelo Messias, o filho de Maria: honra o teu pai e a tua mãe. Porque se a ordem natural é deixar a mãe para se unir a sua mulher (Gênesis 2.24), permanece a lei do amor: não despreze a sua mãe quando ela envelhecer (Provérbios 23.22). São tantas palavras com “M” que lembram esta mulher, esta mãe... |
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